Lisboa / Quinta das Carrafouchas
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Pois é, agora já existe outro motivo para irmos a Loures. Quem simplesmente passa na estrada que lhe ladeia, não vê o tesouro que está dentro daquelas paredes. Uma quinta que serviu de casa ao General Junot durante as invasões francesas e os azulejos do séc. XVIII faz-nos lembrar da grandeza do espaço.
Mas eu fui também pelo vinho, que é um projecto recente de António Maria, um dos filhos da matriarca da casa. Vinha plantada há menos de 10 anos, com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Arinto. Os primeiros vinhos a sair para o mercado foi com a colheita de 2008, com um branco e um tinto, com a enologia de Hugo Mendes, que também faz vinhos em Bucelas, na vizinha Quinta da Murta.
O projecto é muito recente e ainda se procura um caminho para o perfil dos vinhos, mas a qualidade existe e isso nota-se ao provar as duas colheitas que estão engarrafadas (08 e 09). Vale a pena conhecer estes vinhos, que custam cerca de 5 euros, preço mais que justo face à qualidade.





1 comment »
Realmente o projecto é simples e ambicioso. A visão do António também. Fazer o melhor vinho possível, tenha o custo que custar. Nem sempre este custo é expresso em dinheiro, na realidade, a maior parte é-o em trabalho e esforço físico, principalmente na vinha, pois este produtor que, também é viticultor, não deixa que passe nada que não deva passar. Juntamente com o outro António, o seu braço direito deitam-se à vinha com o empenho necessário para que eu, na adega, não tenha desculpas para falhar!
Um projecto de paixão, que, ou muito me engano ou, terá pernas para caminhar por si não tarda muitos anos. A mim cabe-me o trabalho mais simples que é… obviamente, não estragar!
Abraço!
HM
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