Palmela, Periquita Reserva tinto 2009
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Uma das marcas mais antigas de Portugal, aqui na versão reserva (esta bem mais recente).
É daqueles vinhos que tem um perfil imaculado, tecnicamente perfeito. Tem lá tudo o que á preciso para agradar ao mais céptico. Jovem, muita fruta, tosta, guloso. Dar-lhe-ia mais uns meses para baixar um pouco a guarda e mostrar outros atributos. Atributos esses mais calmos, mais faladores. Um bom vinho a um bom preço.
Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2009
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Sou um grande fã deste vinho. É uma das melhores relações preço/qualidade no que toca a vinhos portugueses e este 2009 está muito bom. Eu gosto deles com uns anitos em cima. O vinho merece.
Douro Esmero branco 2009
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Um branco de Rui Soares.
Foi a primeira colheita do Esmero branco (o tinto já cá anda desde 2002). As uvas têm cerca de 30 anos e dão origem a este vinho a o irmão mais novo, o Mimo. O vinho não vê a madeira e é assim, jovem e nervoso, que sai para o mercado.
Atrevo-me a dizer que foi uma das boas (grandes) surpresas que tive nos últimos tempos. Há muito que um branco, barato (custa cerca de 6 euros) , não me dava tanto prazer. Quem gosta deles assim, secos, com acidez alta, boca a salivar, muito mineral, tem aqui a sua praia. Um belíssimo branco do Douro, tal como eu gosto, másculo e insensível, rijo, sem ponta de facilitismo. Com outra estrutura seria um caso sério. A conhecer, sem dúvida.
Douro Burmester Touriga Nacional tinto 2008
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Novidade da Sogevinus.
Provei este vinho no seu lançamento e tornei-o a provar recentemente, em casa, de forma mais precisa. Este tinto, primeira vez que é lançado no mercado, eleva a qualidade do vinhos de mesa da Burmester. Digo-vos uma coisa, é um dos melhores Touriga que já me passaram pelo copo. O que mais me surpreende neste vinho é a elevada elegância e finura que tem. Um perfil completamente diferente dos demais que andam no mercado. Quase feminino, com tudo no sítio, sem magoar, isto apesar da sua juventude. E a mellhor notícia é que vai melhorar, tenho certeza disso. Grande vinho!
Douro Moscatel Niepoort 2000
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Moscatel do Douro na Niepoort.
Não me canso de beber este Moscatel. Para mim, é um dos melhores que está no mercado, isto tendo em conta o preço, claro está. O que mais se destaca nele é a sua tremenda elegância. Tudo está em perfeita harmonia e dá vontade de beber, beber e beber mais. Só por si ou com uma sobremesa pouco doce, é perfeito. Sou fã.
Alentejo Esporão Petit Verdot tinto 2008
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Petit Verdot do Esporão, um dos 3 monocastas tinto feitos em 2008.
A casta parece estar-se a dar às mil maravilha no Alentejo. As temperaturas estão a aumentar e o Petit Verdot adapta-se muito bem, sente-se em casa. Só recentemente começaram a aparecer no mercado os primeiros monocastas Petit Verdot. Posso dizer que não foram muito os que me surpreenderam. Assim de cabeça, lembro-me do Dona Maria, do Diga? e pouco mais....ou mesmo mais nenhum. Agora estão a aparecer os do Esporão e parece-me que vão aparecer mais uns tantos no mercado.
É uma casta de pendor vegetal, um pouco difícil, mas que neste vinho do Esporão ganha outra dimensão. Um vinho gordo, compacto, ligeiramente austero e com boa acidez. Um Esporão diferente, um Petit Verdot mais gordo e afável. Para guardar mais uns anos. Gostei.
Alentejo Esporão Verdelho branco 2011
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Branco da Herdade do Esporão.
Não me vou repetir em relação ao Verdelho e à minha relação com a casta. Não encontro vinhos sobre os quais possa dizer: gostei muito! Não encontro e pronto!
Mais uma vez, e como é apanágio do Esporão, temos aqui um vinho muito bem feito, fiel à casta. Bebe-se bem mas, para mim, não chega para eu gostar dele. Assim sendo, não é um vinho com que eu me identifique, isto apesar de ter gostado um pouco mais deste que o da JMF.
Douro Terrus tinto 2007
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Vinho de Maria Da Assunção Foy, Barrô, Resende. Deixo aqui o blog da produtora.
Projecto recente no Douro (2005 foi o primeiro ano) sob a batuta de Francisco Montenegro. O Terrus 2006 foi uma das supresas que tive no ano passado. Um Douro muito elegante, com um belíssimo conjunto, muito equilibrado, coisa que não tenho encontrado facilmente nos vinhos que tenho provado. O 2007, provado recentemente, está na mesma linha, embora o ache uma pouco mais "quente", que decerto deriva do ano. De resto, a alegância e finura está lá.
É a segunda colheita que provo, mas parece-me, tendo em conta o que já conheço, que é um dos vinhos do Douro cujo perfil mais me identifico. O preço situa-se mais ou menos nos 15 euros.
Setúbal Quinta de Camarate branco 2011
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Marca histórica da José Maria da Fonseca.
A prova realizada na JMF fez-me voltar a estes vinhos. E em boa hora o fez, pois fez-me voltar atrás uns (bons) anos, onde estes vinhos faziam parte das minhas escolhas.
Este Quinta do Camarate, entretanto agora feito com Alvarinho e Verdelho (aí está, assim vaí lá...) foi, realmente, uma surpresa muito boa. Um vinho com tudo no sítio. Seco, acidez no ponto, estruturado.
Foi claramente superior ao anterior. Mais másculo e, penso eu, com capacidade para evoluir uns anitos.
Fiquei fã (outra vez..)
Setúbal Domingos Soares Franco Verdelho branco 2011
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Verdelho da José Maria da Fonseca.
Fizemos, aquando a visita à José Maria da Fonseca, um tira-teimas em relação ao Verdelho e à Verdejo espanhola. Não são, de todo, a mesma casta. Este é o clone de Verdelho que Domingos Soares Franco touxe da Austrália, pois foi aquele que mais lhe agradou.
Eu, confesso, não sou grande adepto dos vinhos varietais de Verdelho. Pelo menos aqueles que conheço, claro está. No aroma não me mostram muito e apesar de terem, na generalidade, uma boa acidez, são vinhos algo neutros, tipo limonada. Penso que lhes falta substância, não sei...Este DSF é um típico Verdelho. Bem feito, acidez cortante, muito vegetal. Na minha opinião é um vinho que se bebe bem mas não me transmite muito mais, não me dá prazer.
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